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Museu de Arqueologia Bíblica ampliará conhecimento sobre livro sagrado

Museu de Arqueologia Bíblica ampliará conhecimento sobre livro sagrado

Acervo de mais de 2 mil peças receberá um prédio novo e exclusivo, financiado por patrocinadores voluntários.

O primeiro Museu de Arqueologia Bíblica (MAB) da América Latina está em construção no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), campus Engenheiro Coelho, no interior paulista. O acervo de mais de 2 mil peças receberá um prédio novo e exclusivo, financiado por patrocinadores voluntários.

No dia 9 de abril, a Igreja do campus celebrou a obra e deu enfoque no início da Semana Santa. Além da mensagem do doutor Rodrigo Silva, o evento contou com a participação do Coral UNASP, a Orquestra Sinfônica, da cantora Riane Junqueira, do reitor da instituição, doutor Martin Kuhn, do Coral de Libras, e, especialmente, a presença dos principais contribuintes da edificação do MAB.

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Além de conhecer as dependências da instituição, o grupo de visitantes esteve na obra do MAB. Com as devidas medidas de segurança, conheceram a estrutura já levantada do prédio e puderam compreender como será a disposição das exposições, que contarão com mostruários para as relíquias originais e réplicas de peças históricas, combinadas com arquitetura moderna e ambiente climatizado para a preservação dos objetos.

Museu de Arqueologia Bíblica.
Culto especial contou com a participação de alguns dos doadores para que a obra se torne realidade (Foto: Divulgação)

O doutor Rodrigo Silva, um dos entusiastas do projeto, destaca a escassez de museus bem preservados no Brasil e a relevância do UNASP abrigar um espaço deste segmento. “O Museu de Arqueologia é de tremenda importância, pois ele vai ajudar a desenvolver a cultura na nossa região, tanto para pessoas da nossa igreja, quanto de fora. Vai, também, ajudar na compreensão do texto bíblico, na iluminação das páginas da Bíblia Sagrada e no fomento de pesquisa, algo tão necessário para um centro universitário”, completa.

Desafios

Museu de Arqueologia Bíblica.
Projeto do Museu de Arqueologia Bíblica (Imagem: Divulgação)

A construção deste museu é um sonho antigo. Apesar das dificuldades para a realização da obra, o reitor da instituição descreve as soluções encontradas para sua realização. “Deus moveu algumas pessoas espontaneamente, e isso é importante. Pessoas que sentiram o Espírito Santo dizer: ‘façam o Museu acontecer, porque ele é um monumento, um emblema de que a Palavra de Deus é real, tem poder para mudar a vida das pessoas’. E essas pessoas doaram e as obras foram retomadas, e agora não vão parar até o final. Então, este é um momento de gratidão”, enfatiza Kuhn. 

A curadora do Museu, doutora Janaina Xavier, detalha a progressão do projeto. “Desde o ano 2000, quando nós inauguramos a sala de exposição, sonhamos com um espaço adequado para receber nosso público e oferecer a ele as condições necessárias para uma boa fruição da nossa exposição, para que nossos pesquisadores também possam ter conforto, para que nossos visitantes possam ser recebidos com aquilo que o UNASP tem para oferecer”, completa.

Doações

Kuhn ainda explica que o evento de sábado teve o objetivo de prestar contas para a igreja e motivar pessoas para que ajudem na etapa final. “Ainda temos um desafio para completar, mas acreditamos que Deus vai prover”, ressalta.

Uma das doadoras, Elisabeth Bueno Laffranchi, fundadora da Universidade do Norte do Paraná (Unopar), conheceu a Igreja Adventista por meio do seu pai da TV Novo Tempo, canal em que teve contato com o programa Evidências, apresentado pelo doutor Rodrigo Silva. Ao perceber a credibilidade do conteúdo divulgado, decidiu apoiar o projeto do MAB.

Ela opina sobre como o Museu pode ajudar no aprendizado. “Como professora, eu sei que o importante para a criança é ver o concreto; ela não consegue ver o abstrato. E esse Museu vai trazer o concreto para as crianças de todo o Brasil. Elas poderão vir até aqui e ver a maravilha que vocês fizeram”, completa.

Realização do projeto

A construção conta com investimentos financeiros de milhares de pessoas do Brasil e de outros países, que contribuem com doações nominais, anônimas, ou com inscrições em cursos online promovidos pelo UNASP. A partir da arrecadação destes fundos, o projeto foi retomado e continua crescendo.

Conheça mais sobre o Museu:https://www.youtube.com/embed/tJhG0BDxXwM?feature=oembed

Atualmente, parte do acervo está disposto em uma sala reservada no edifício da Biblioteca Enoch de Oliveira, localizada no campus Engenheiro Coelho do UNASP. Contudo, este ambiente não permite a exposição de todos os itens arqueológicos do acervo do MAB e, por isso, a ansiedade de todos os envolvidos para a inauguração do prédio do novo prédio.

Janaina expressa o sentimento dos entusiastas ao dizer que ver o projeto ser colocado em prática “é um sonho nosso e estamos muito felizes com essa realização”. Ela completa agradecendo aos doadores e fazendo um apelo para que mais pessoas se engajem com esta ideia e continuem a doar para efetivar a obra no menor tempo possível.

Para mais informações, acesse: unasp.br/mab

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Feliz páscoa? Por quê?

Feliz páscoa? Por quê?

Deus considera uma vida humana tão importante que enviou seu filho para resgatar aqueles que deveriam perecer eternamente

Há poucos dias, durante nossos afazeres domésticos, eu discutia com meus filhos – de 9 e 12 anos – sobre quem seria o responsável por eles terem nascido neste mundo de pecado. Os pais? Adão e Eva? Satanás? Minha filha disse que eu seria o responsável. Defendi-me dizendo que eu também nasci em um mundo de pecado.

E enquanto assim “teologizávamos”, meu filho discordou da irmã dizendo que não seriam os pais, pois, segundo ele, se não tivesse nascido deste casal teria nascido de outro. “Você crê na reencarnação, ou na sua pré-existência eterna?”, perguntei-lhe. “Não”, o garoto respondeu, “mas Deus já tinha um plano para mim”. Filosofia ou pensamento fértil de uma criança?

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Desde quando Deus tem um plano para a vida de cada um de nós? Do período pós-socrático, ou melhor, helenístico, o documentário de um médico sobre duas gestantes pode nos ensinar muito sobre esses profundos questionamentos: logo nos dias em que ficou grávida, “Maria foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá, entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Ouvindo esta a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então, Isabel ficou possuída do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: ‘Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre! E de onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor? Pois, logo que me chegou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criança estremeceu de alegria dentro de mim. Bem-aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras que lhe foram ditas da parte do Senhor’” (Lucas 1:39-45).

Lições divinas

O que Isabel disse, na realidade, são palavras do Senhor. Nessa narrativa, ela atuou como uma profetiza que, por inspiração, apresentou uma revelação divina. Portanto, vejamos o que Deus pensa sobre o assunto, enumerando algumas lições deste texto relacionadas ao tema em questão:

1) “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre”. Já ouviu a frase “meu corpo, minhas regras”? Muitas vezes, é usada por mulheres que querem dizer que o que carregam não é outra pessoa, mas sim somente mais uma parte de seu próprio corpo, como um órgão. Se isso fosse verdade, não seriam duas bênçãos. Ou precisaria dizer: “bendita seja você; bendito seja o seu fígado…”? Não! Aqui o Espírito Santo atribui duas bênçãos respeitando a individualidade de cada um.

2) Para uma biografia que já estava em curso, o papel de Maria também já é considerado naquele momento: “mãe”. Se ela já era mãe, um filho já existia! Por isso, aquele que há pouco iniciara-se nas clivagens gestacionais, já é mencionado em sua própria identidade, “meu Senhor”. Ambas as funções declaradas indicam que tanto a mulher quanto o embrião eram vidas com propósitos definidos e distintos.

3) “Logo que me chegou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criança estremeceu de alegria dentro de mim”. Aquele que Isabel carregava ao sexto mês de gestação já era capaz de responder a estímulos externos. De acordo com o que a Associação Americana de Psicologia reconhece como uma das emoções humanas, o que ele expressou ali foi a “alegria ativa”[1], que é mais intensa, associada ao ambiente, exprime o desejo de compartilhar o que sente com os outros, e associa-se à autoestima do indivíduo.[2] Superando a “visão idealista do desenvolvimento psicológico” de Freud e Piaget[3], aqui vemos o reconhecimento divino da psiquê de um feto.

4) “Bem-aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras que lhe foram ditas da parte do Senhor”. Creu no quê? Que palavras? As palavras que o anjo usara para explicar a Maria sobre como ela ficaria grávida (Lucas 1:31-35). Naquela visita, antes da existência do zigoto, ficou revelado que o Céu já tinha um plano para Aquele que viria. Ou seja, antes de nascer, Ele já existia nos planos de Deus “desde a fundação do mundo” (Apocalipse 13:8).

Vida nova

Entende por que cerca de 75% das mulheres passam por sofrimentos mentais ou traumas psicológicos quando perdem o que estão gerando?[4] É porque ele era um ser vivo! Para cada um que ainda não nasceu, Deus já tem um sonho, a concessão de uma individualidade, a atribuição de uma identidade, a delegação de um propósito, o reconhecimento de uma psiquê e um plano de vida! Pois com Jesus, nosso modelo, foi assim. Porque, desde antes de nascer, Ele vive! Quando nasce, o bebê é apenas a comprovação de tudo isso!

Foi sublimando-se a essa transcendência que o casal Bill e Gloria Gaither compuseram sobre “como é doce segurar um bebê recém-nascido e sentir o orgulho e a alegria que ele dá”. E que isso comprova que “maior ainda é a calma segurança com a qual podemos enfrentar dias incertos, pelo fato de que [E]ele vive”![5] Quando cresce, mesmo fazendo suas escolhas, a pessoa segue também trilhando aquilo que antes lhe fora determinado. Note que ao João Batista chamar o primo de “Cordeiro” (João 1:29), estava apenas confirmando a prescrição (Apocalipse 13:8). Se deliberadamente interrompemos a formação de uma criatura, estamos nos responsabilizando pela subtração de uma vida organizada por Deus.

Veja o vídeo da música Because He Lives (em inglês):https://www.youtube.com/embed/2Oz_caE8oQE?feature=oembed

Ele escolheu a gente em Jesus desde antes da fundação do mundo (Efésios 1:4-5) também, sabia? Sim, meu amado, você não está aqui por acaso. O Senhor criou o ser humano para viver eternamente (Gênesis 1:26-27), mas avisou que, caso se desconectasse da Fonte da vida, morreria (Gênesis 2:17).

Deus nos deu essa possibilidade de escolha. Por esse motivo, foi Ele que permitiu que você nascesse em um mundo de pecado. Mas Ele também “deu Seu filho unigênito” (João 3:16) para morrer, em nosso lugar, a morte eterna (Romanos 6:23). Por isso, podemos não morrer, mas somente “dormir” tranquilos, podendo crer no amanhã, sabendo que, por ser o Autor da vida (Atos 3:15), Ele ressurgiu e, para sempre, viverá!

E Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?” [6]

Feliz Páscoa? Por quê? Porque este é o verdadeiro significado da Páscoa!

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Todo adventista, um evangelista

Todo adventista, um evangelista

Conceito de evangelismo além de campanhas tradicionais é defendido por pastor Rafael Rossi, líder sul-americano da área na Igreja Adventista.

A formação e estruturação da Igreja Adventista do Sétimo Dia sempre esteve associada ao evangelismo público. A Enciclopédia Ellen White declara que “a visão de Ellen White sobre o evangelismo era holística. O evangelismo não deve somente alcançar as pessoas; também incluía realizar o discipulado de forma plena, preparando-as para a vinda de Jesus”.[1]

Hoje, os desafios se tornaram ainda maiores para o evangelismo público. Conversamos sobre o tema com o pastor Rafael Rossi, evangelista da sede sul-americana da Igreja Adventista desde novembro de 2021. Nascido em São Paulo, Rossi é formado em Teologia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), pós-graduado em aconselhamento e mestre em teologia pastoral. Atualmente faz doutorado em Ministério na Universidade Andrews. Ele é, também, o novo apresentador dos programas Arena do Futuro e Descifrando el Futuro, ambos veiculados pelas TV Novo Tempo e Nuevo Tiempo respectivamente.

Rossi foi evangelista da Associação Paulista do Vale e da União Central Brasileira, sede administrativa da denominação para todo o Estado de São Paulo. Em 2012, foi chamado para a sede sul-americana adventista, onde atuou como secretário ministerial associado, diretor de Comunicação, Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa e assistente da Presidência. É casado com a professora Ellen de Souza Rossi e tem duas filhas: Giovana e Mariana.

Novos desafios

Quais os novos desafios em termos de métodos, materiais e abordagens que há para o evangelismo público que tradicionalmente a Igreja Adventista do Sétimo Dia realiza? 

Vivemos tempos de profundas mudanças, especialmente por conta da pandemia e a revolução tecnológica a que fomos expostos. Fazer evangelismo significa adaptação constante ao tempo e lugar. A essência da mensagem pregada não muda, mas a forma como pregamos o evangelho dever ser conectada à situação. Há princípios fundamentais para a missão. A busca em crescer com qualidade (discipulado) e em quantidade (o mundo todo). Mais do que igrejas cheias, sonhamos com um céu cheio, por isso a forma como vamos pregar ajudará as pessoas a terem uma experiência profunda com Deus.

Envolvimento pessoal

Você tem falado sobre a ideia de cada adventista ser um evangelista. O que significa exatamente esse conceito? 

Essa é a meta principal das escolas de evangelismo. Queremos ajudar cada adventista a ser um evangelista. E a abordagem não é limitadora a um tipo específico de dom. Ser evangelista é estar constantemente em missão, usando os dons e talentos pessoais para o serviço. Uma crença não compartilhada enfraquece e, em alguns casos, é até esquecida. Paulo, em Romanos 10:9, diz que aqueles que abrem a sua boca para confessar Jesus como Senhor serão salvos. A aplicação mais comum feita de evangelismo é pregar para salvar outros, mas Paulo diz que quem prega se salva. Manter-se evangelizando é a melhor forma de permanecer em Cristo. Enquanto preparo outros para o Céu, estou me preparando.

Preparo para o batismo

Uma avaliação crítica ao evangelismo público tem questionado a falta de preparo de algumas pessoas batizadas. Como a área de Evangelismo Público da sede sul-americana adventista tem enxergado esse tipo de questionamento?

Eu tenho uma grande preocupação com o preparo dos candidatos ao batismo. Por isso, enfatizo que o evangelismo não é um evento, mas um processo. Toda campanha tem pelo menos três etapas: preparação, proclamação e a preservação. Para a preparação, um dos principais materiais que está sendo apresentado nas escolas de evangelismo é o passo a passo intitulado “12 semanas para impactar sua igreja”. Tem uma sequência de atividades para serem desenvolvidas pelas igrejas. A proclamação envolve a pregação fortemente fundamentada na Bíblia. Para a preservação, campanhas de evangelismo devem estar conectadas ao Ministério Pessoal e aos pequenos grupos para o acolhimento e o envolvimento missionário dos recém-conversos.

Tecnologia digital

E quanto ao evangelismo com uso da tecnologia digital, como fortalecer a pregação do evangelho em redes sociais, plataformas virtuais e sistemas como o Metaverso?

O futuro da igreja será 100% digital e 100% presencial. Ou seja, caminhamos para uma integração entre on-line e o off-line. A Igreja Adventista é historicamente conhecida por seu pioneirismo no uso de tecnologias para a pregação do evangelho. Entendemos a urgência da nossa pregação. Onde é possível contatar pessoas e apresentar a mensagem da salvação, a Igreja marca presença. Gosto de pensar que a internet não é uma rede de máquinas, mas uma rede de pessoas que usam máquinas para se conectarem. Necessitamos de pessoalidade e humanidade no uso do digital para nos conectarmos às pessoas. Temos um enorme potencial de missão e não podemos desperdiçar as oportunidades.